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O que é o Atelier de Arte

O Atelier de Arte do Museu Alfredo Andersen desenvolve um trabalho voltado fundamentalmente ao ensino das artes plásticas, possibilitando o acesso a informações teóricas e exercícios da criatividade por meio de cursos de desenho, pintura, cerâmica e outros. Promove palestras, seminários, encontros, exposições, filmes em vídeo e intercâmbio cultural com outras entidades. Caracteriza-se como ponto de encontro, transmissor de conhecimentos, troca de experiências e também espaço de convivência de artistas, alunos e apreciadores das mais diversas tendências das artes. Atende ao público interessado com mais de 17 anos, com ou sem conhecimento na área das artes plásticas.

Em uma das salas do MAA foi construída uma réplica do ateliê do pintor Andersen, que tem como objetivo apresentar ao visitante os materiais utilizados na época e o estilo europeu de pintura. Faz parte da revitalização do museu como biográfico manter as obras e a vida de Alfredo Andersen mais próximas do público.

1º ateliê na parte superior do sobrado, na Rua Marechal Deodoro, no período de 1902 a 1915.

2º ateliê definitivo na casa, na Rua Conselheiro Carrão, longe do burburinho do centro, no período de 1915 a 1935, atual Museu Alfredo Andersen.

O crítico de arte M. Nogueira da Silva, em visita ao ateliê de Andersen em 1916, nos deixa uma descrição do local de trabalho do artista muito provavelmente como seus alunos o encontravam:

No seu ateliê, largo tempo passei na boa contemplação dos seus trabalhos: manchas diversas, várias telas por concluir, quadros admiráveis e estudos de todo gênero, desde a paisagem ao quadro de composição, da marinha ao retrato, tudo era executado pelos mais opostos processos: a aquarella, o carvão, o óleo, o pastel, a sépia, o lápis colorido. Há quadros por todos os cantos. Aqui uma paisagem, junto a esta uma nesga de praia; ali uma cabeça de mulher, próximo um interior; além um retrato, um quadro de composição, o estudo de um typo local. Tudo isso na estética desordem de atelier: telas pelos cavalletes, telas voltadas para a parede, telas penduradas, telas empilhadas nos cantos e desvãos. Mas, que harmonia nessa confusão, como que procurando intencionalmente! Como se ambientam admiravelmente bem esta cadeira de braços, baixa, estofada, espaldar alto e aquella mesa pejada de papéis, de estudos, de nacos de telas, de chassis velhos, emergindo desse monturo útil as figuras de gesso destinadas ao estudo inicial do desenho: uma Vênus, um pé, uma mão, um majestoso perfil de Pallas Athena. (RUBENS, Carlos. Andersen – Pai da Pintura Paranaense, 1938, p. 92)

Vi, então, maravilhado e feliz, passar o paisagista, o marinhista, o figurista, o retratista, e o professor forrado de um pedagogo cheio de erudição e de carinho pelo ensino da Arte. Essas, as diversas modalidades brilhantes e accentuadas fortemente de um artista intelligente e culto. E o que é mais raro e para louvar, é que esse artista, que em qualquer paíz europeu seria notável, dedicado entre nós exclusivamente à Arte, sua grandeza e divulgação, aqui vive recolhido e só, incomprehendido e abandonado criminosamente por aquelles que têm o indeclinável e sagrado dever de, antes de mais nada, cuidando da educação e reerguimento do nível intellectual do povo, cuidar do desenvolvimento do ensino artístico, de modo a que elle possa estimar devidamante a Arte, a grande mestra da Vida. (RUBENS, Carlos. Andersen – Pai da Pintura Paranaense, 1938, pp. 94-95)
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